quinta-feira, 28 de julho de 2011

Depois da conquista da Lua



Vamos pensar nas questões futuras
Se você matasse um clone seu, seria assassinato ou suicídio?
Esses anos passam rápidos, e para nós é uma tortura
Se chegassem alienígenas, nos dizimariam, como europeus fizeram com índios?
Vamos pensar nas questões futuras
Se eu viajasse no tempo e separasse meu avô da minha avó
Eu chegaria a existir ou a voltar no tempo para causar tamanha desunião?
Esses meses passam rápidos, e nós nos sentimos sempre sós
Se nos tornarmos cibernéticos, vamos colocar um motor no lugar do coração?
Vamos pensar nas questões futuras
Do que adianta mandarmos sondas para as luas de Saturno
E descobrirmos um terreno fértil e sólido?
Do que adianta conquistar Marte
Se nem sabemos conquistar a afeição do próximo?
Vamos pensar nas questões futuras
Se minha tataraneta quiser um animal de estimação
Ela comprará um cachorro robô?
Isso é uma tremenda questão ética:
Até que ponto a inteligência artificial substitui o amor?
Vamos pensar nas questões futuras
Acaso a cura para AIDS aparecesse, acabaria o preconceito?
O sexo deixaria de ser visto como um tabu para os padrões morais?
Essas décadas são todas iguais, guerras glorificam nossos feitos
Existirá uma sociedade consumista capaz de viver em paz?
Vamos pensar nas questões futuras
Vamos pensar nos nossos filhos e netos
Mas chegaremos a ter gerações futuras, com passos de elefantes?
Destruindo, com poder de fogo exagerado, pessoas puras;
Talvez, um dia, o homem mais rico se conscientize que ele não passou de um inseto
Comparado com tudo que existe e nós não podemos ver
Pois, tais coisas, a mente humana classifica como absurdas,
E este rótulo só é retirado
Quando o inimaginável passa a acontecer.


Rívison - 2011