sábado, 28 de agosto de 2010

Muitas Moradas (3º parte da trilogia do pós-moderno)

Eu vi aquilo descendo do céu
Era três e meia da madrugada
Silêncio profundo, a noite é como um véu
Que desliga realidade e não se vê mais nada
Aquela luz mudava de cor
Vermelha, preta, branca, amarela
Senti tranquilidade misturada com pavor
Para eles, eu sou apenas um inseto na terra
Mas aí eu lembrei da bíblia
E para os que não entendem a palavra
Jesus olhou para o povo e disse:
"Na casa do meu pai tem muitas moradas".
As moradas de irmãos diferentes
Que não são nem bípedes, nem gente
Que querem se apresentar, mas não tem como
É como se tentássemos nos comunicar com um cachorro
As palavras sagradas são palavras científicas
Cada religião do mundo tem um pouco de astronautas
Que desceram há muito tempo para serem vigias
De uma raça violenta que destrói flora e fauna
Para eles, eu sou apenas um grão de poeira
Mas aí eu lembrei dos livros hindus
Que falam de guerras celestes há milhões de anos
Provocadas por cidades flutuantes que vinham do sul
Aí eu lembrei dos apócrifos da bíblia
E para os que não entendem a palavra
Jesus disse tudo quando falou:
"Na casa do meu pai tem muitas moradas".
As moradas de irmãos que não respiram
As moradas de irmãos metade máquinas
Procurando algo no espaço que esteja vivo
Abduzindo as mentiras que aqui foram criadas.


- Rívison -

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