quinta-feira, 15 de julho de 2010

Redenção por um milésimo

Que vontade de encontrar um velho conhecido
E, nesse encontro, lembrar antigos fatos
E essa neve que cai no meu quintal é ilusória
Pois estamos no verão.
Tão bem agasalhado, está meu corpo
Mas, ainda mais, está o meu espírito
Não sou grato pela esmola que o mundo dá
Meu coração precisa de mais aventuras e menos consolação.
Sou grato por essa mola que me faz pular
O trato foi esse, amigo:
Viva até um certo ponto, e depois parta para o desconhecido.

O sorriso é o prêmio de consolação?
Depende do ponto de vista de quem sorri
A vida não pode ser uma fotografia
E muito menos um filme que acaba e volta a se repetir.
Eu não quero saber o que a vida pode ser
Eu não vim aqui para ser filósofo
Apenas use essa sabedoria
Desaconselho fingir que o hipócrita não sabe o que é hipocrisia.

(Rívison)

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