domingo, 6 de junho de 2010

Orjana (Gran Madre de la Tierra)

Debrucei-me na janela
Olhei para baixo, vi as formigas
Por eu ser tão grande para elas,
Elas nem me percebem.
Ela abriu sua janela celeste
Olhou para mim lá de cima
Por ela ser tão grande para mim
Eu nem a percebo.
É impressionante
como a ignorância
nos diminui,
É impressionante
como o orgulho
nos cega.
Debrucei-me na janela
Olhei de lado, vi garotos pedindo
A tv diz que eles são perigosos
Fechei a janela, como se nada tivesse acontecido.
Um deles olhou pra mim
No instante que eu não queria mais olhar
Um garoto tentou dar um sorriso
Mas não tinha ânimo para dar.
É impressionante
como a fome
nos deixa frios,
É impressionante
como a frieza
nos afasta.
Debrucei-me na janela
Olhei mais na frente,
Vi minha sombra
E constatei que eu era só aquilo.
Lembrei meu passado
Pensei no futuro,
Sou um quadro quebrado
Sou a incerteza do mundo.


[Rívison]     Outubro/2006

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