quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dezembro. O primeiro ensaio sobre a saudade.

- Você me espera?
- Não.

Eu ainda te aguardo, não porque nossas vidas estão longe
Mas pelo o que seus sonhos representaram para mim
Pelo que seus olhos me fizeram ver
E sua boca me fez ouvir.
Eu ainda te aguardo, não porque foram feitas promessas
E sim porque é você que não esqueço toda vez que vou dormir
É de você que eu lembro toda vez que eu acordo
E porque foram de poucas palavras e muita atitude nosso encontro.
Eu ainda te aguardo, pelo que diz meu coração
Eu, que não acreditava em amor e paixão, me vi perdido em você
Poucos dias foram o bastante para me convencer disso:
Respeito, amizade e atração é igual a amor infinito.
Eu te espero, pelo medo que tenho de te perder
Porque só você me fez ficar sem ar quando pensei em te esquecer
Só você me faz recordar coisas mínimas que duraram tão pouco
Mas ficaram cravadas na pedra dura e gelada dos meus sentimentos.
Eu ainda te aguardo, mesmo você dizendo que não
Mesmo tentando me convencer que o melhor é fazer ao contrário
Deixar de lado tudo que dissemos e viver cada um no seu canto
Por que viver como árvores, se podemos ser pássaros?
Eu ainda te aguardo, como quem lembra de um sonho antigo
Como quem quer percorrer um caminho distante
Como quem deseja ter o impossível, mas mesmo assim...
A felicidade em mim só existe porque eu penso em você a todo instante.


Rívison     2010