quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quando a garota de Seattle conheceu o Brasil



Eu não sabia que Alice tinha sido acorrentada
Até ouvir um som no jardim
Pássaros cantando músicas estranhas com asas deformadas
Para acordar essa nação de zumbis
Ela correu e foi ser religiosa
Entrou no templo do cachorro
Mas qualquer caminho pode ser delirante
Caindo num buraco profundo com voz de choro
Seguiu o coelho e veja no que deu
Sentiu tanto prazer que atingiu o nirvana
Namorou com o cabeça de rádio
E pensava "ele me ama",
Quis até correr o mundo e chegou num deserto
Pisou em abóboras esmagadas, cavou sua sepultura
Desconfiou que havia um oásis por perto
Desconfiou que vivia uma explosão de culturas
Raimundo lhe mostrou o caminho das águas
Charlie deu a ela um skate
Ela só queria um mundo livre
Ela só queria injetar vida nas células
Ela nunca se esqueceu do conselho do sagaz homem fumaça:
"No final, tudo termina numa geléia de pérolas".


[Rívison Batista]

2 comentários:

Estêvão dos Anjos disse...

Além da inúmera referencia à bandas, eu achei o ritmo massa po, tem umas rimas que não são convencionais e que contribuem bastante para o ritmo.

JéSSIKA disse...

Eu achei lindo ..........Parabens
Afinal vc é muito talentoso , e a menina da foto sou eu !!! Um abraço