sábado, 26 de setembro de 2009

Podre (Os Humanóides do Novo Milênio)



Não preciso de homens me dizendo o que fazer
Não preciso nem de mim, nem de você,
Não preciso mais da minha consciência,
Que sempre me chama de perdido, chato, inconseqüente,
Pura demência;
Não preciso de uma mulher na cozinha provando os seus temperos,
Preciso de uma mulher que seja alma e corpo inteiro
Não quero ver minha felicidade procurando o caminho de volta pra mim
Não quero ver o ocidente contra o oriente,
Razão versus emoção.
E quando eu me olhar no espelho,
Que se mostrem minhas lágrimas ocultas e de alegria
E que no meu cérebro não tenha notícias ruins do novo milênio, que se inicia;
E quando eu me olhar no espelho,
Que eu não me veja nem branco, nem índio, nem preto,
Que eu sinta o universo inteiro dentro de mim
E veja que pertenço a algo maior do que a mim mesmo.
Quando o homem deixar de ser podre
As pessoas vão sorrir para as outras
Pois o preconceito vai acabar...
Quando o homem deixar de ser podre
O carro importado vai explodir e a mansão desmoronar
E ninguém vai ficar triste com o dinheiro perdido.
Quando o homem deixar de ser podre,
Todos vão se beijar e se abraçar
Aquele que mata em nome de Cristo, aquele que mata em nome de Alá.
Tudo isso quando o homem deixar de ser podre
Podre de espírito...

( Rívison Batista)  11/08/2006