quarta-feira, 8 de abril de 2009

As Árvores da Rua da Minha Infância



Todo o dia eu digo que vou ler alguma coisa
Depois o dia passa na maior monotonia
A cada hora , eu concentro minha força
Querem que eu seja um soldado em treinamento, quem diria...
Às vezes o silêncio me faz bem
Às vezes o som dos sorrisos me faz mal
Às vezes quero ter alguém
Às vezes quero algo artificial.
Saudades das árvores daquela rua
A antipatia é gerada por sua amável presença
Ela quer, eu sei, mas ela não se insinua
A religião dela é o amor, mas não sei se isso é sua crença.
Meus sonhos voaram tão alto quanto aquelas pipas
A vida era tão doce quanto aquelas frutas
A música não importava e nem se eu sabia
Tocar um instrumento, gostava só do som da chuva.
E todo dia eu tento ler alguma coisa
Que me faça expandir o universo
Que faça meu olhar sobre o mundo
Ser bem menos complexo...
Ela quer, eu sei que ela quer, mas ela não se insinua
Ela continua sentindo falta dos beijos
Dos abraços e dos canivetes
Que fizeram ela cortar ao meio o meu desejo,
E meu corpo ficou um lugar onde a paz perece.
A religião dela é o amor,
Saudades das árvores daquela rua
Essa garota me faz sentir tanta dor
A felicidade é quente, mas a realidade é tão crua.
Saudades das árvores daquela rua
Por onde eu via o sol nascer
E o sol se por
Saudades da rua da minha infância
Onde tudo que eu queria era só imaginar
E eu podia ter o que eu quisesse a qualquer hora
Como uma criança que sonha escutando
Como uma criança que escuta sonhando
Uma eterna música de ninar.


Rívison Batista 18/09/06

2 comentários:

Estêvão dos Anjos disse...

Ela quer, eu sei, mas ela não se insinua

To ligado que foi aquilo que tu me falou ontem :p

rivison disse...

nada po, esse texto aí é muito antigo

=P