domingo, 1 de fevereiro de 2009

Inseguro Coração



Quando tudo parece tão mecanizado
Que você chega a pensar: a vida é um atraso.
Correndo contra o vento, perdido em pensamentos
Você não deve acreditar em tudo que eu falo.
O rosto está tão seco que a lágrima evapora
O sorriso e o choro se encontraram ao mesmo tempo
Me diga o que fazer quando tudo só piora
Fugindo das armadilhas de um mundo tão sedento.
Mas no que acreditar?
Quando os labirintos têm vontade própria e fazem você não se achar?
Não, não, não
Não se aproveite de mim
Não, não, não
Não se aproveite de mim
Não, não, não
Não se aproveite de mim
Não conceda desrepeito
A quem sempre te tratou
Com consideração e respeito
A quem sempre guardou no peito seu tão inseguro coração...
Quando tudo parece tão celestial
Eu sinto o cheiro do enxofre subindo no chão
A vida é assim mesmo, faz você se sentir mal
Mas desse paradoxo surge uma canção.
O rosto está suado e a lágrima demora
Pra cair no fim do mundo, pra chorar no fim da história.
Seguindo esquadrilhas de aviões pelo escuro
Contando no céu as estrelas da nossa discórdia.
Mas no que se apoiar?
Quando os alicerces têm vontade própria e fazem você tombar?
Não, não, não
Não se aproveite de mim
Não, não, não
Não se aproveite de mim
Não, não, não
Não se aproveite de mim
Não conceda desrespeito
A quem sempre te tratou
Com consideração e respeito
A quem sempre guardou no peito seu tão inseguro coração...

(Rívison Batista)   -  2006

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