sexta-feira, 23 de maio de 2008

Algo doce na tarde de verão

A madrugada irrompe outras forças
Eu sonho acordado pensando em algo bom
De olho aberto, sentindo a brisa da noite
Eu tenho o dom, qualquer um o tem
Angústia, antes fosse
Meu amor nunca partiu de trem
Porque ainda não chegou.
E eu teimo em escutar algum som
Algum som que vem não sei de onde
Se eu abro a janela, não escuto nada
Ele vem de dentro de mim.
O crepúsculo surge cozinhando meu espírito
Sou algo tão rígido
Que me esqueci de simplesmente "ser"
Aprendi a ser tão crítico
Que quem não presta é só você.
Maçãs frescas, eu queria
Para matar minha fome e sede
De algo doce;
Desilusão, antes fosse
Meu amor não me desiludiu
Porque eu nem cheguei a amá-lo
Uma abelha que da colméia fugiu
Porque se cansou de ser doce e quer provar do amargo.
Quem não se sente assim?
Mas a madrugada irrompe outras forças
E o crepúsculo aparece fervilhando o meu ser.
De olho fechado, sentindo a brisa quente
E à tarde, voltar ao doce, depois de se arrepender.

(Rívison) 17/12/2006

sábado, 10 de maio de 2008

Monogamia




Toda essa monotonia me cansa
Toda essa monotonia
Seguida de monogamia
E, quem descansa, é o passado
Mas estamos tão vivos,
Então somos presentes.
Toda essa monotonia me cansa
Toda essa monotonia
Seguida de monogamia
Seguida de conselhos certinhos
Seguida de regras fascistas
Seguida de ordem e progresso
Seguida de falsos sorrisos
E, quem descansa, é o passado
Mas estamos tão vivos,
Então somos presentes.
Toda essa monotonia me cansa
Toda essa monotonia
Que tem medo de poligamia
Seguida de jardins fechados
Seguida de fardas militares
Seguida de proibição
De todos os tipos.

Que tamanha alegria se faz
Dentro da monotonia de uma noite
A monotonia é um efeito colateral
Da fantasia invisível que vestimos todo dia.

Rívison Batista 10/05/2008