sábado, 19 de abril de 2008

Oito Anos

Adeus, e a gente se vira depois
Pra arrumar outro pedaço de lar
Concreto e tão sujo sou eu
Adeus, e a gente se vira depois
Peguei na sua blusa
Peguei um comprimido
Acendi um cigarro
Sim, baby, agora eu sou viciado.
Talvez, você não compreenda
Eu também não faço muita questão
Apenas traga o vinho daquele cálice
Apenas traga as manhãs da minha infância
Tudo isso em forma de prazer, carnal ou não
Lembranças.
Colei um adesivo
Toquei o violão
Acendi minha raiva
Sim, baby, agora eu sou irritado.
Talvez, você não me conheça
Eu também não faço muita questão
Apenas esbarre seu ombro no meu
Apenas entre em contato comigo
Tudo isso em forma de segundos contados
Em algum dia dos meus oito anos
Transformados em estudo e trabalho.
Sim, baby, agora eu sou dependente.
E você me pergunta de que
Eu sou dependente do cheiro
Do som, da luz e das mãos da minha mãe me acordando.
Naquelas manhãs dos meus oito anos
Quando eu não queria perder um desenho.
Sim, baby, agora eu sou viciado.


(Rívison Batista) 16/04/2008

Nenhum comentário: